– “…Acordei sozinho! Num lugar totalmente desconhecido; nunca o tinha visto antes, mas me passava uma vibração sombria! Logo reparei que o lugar era totalmente silencioso, quieto. Não havia o menor sinal de ruídos, senão os do raro vento que soprava ocasionalmente. O local parecia totalmente deserto; o máximo que lá havia eram plantas, uma infinidade delas! Mas, ausente de qualquer tipo de vida que se mexia. De vez em quando, o vento soprava nas folhas das árvores e, jurava-se que era possível ouvir vozes ressoando das folhas… palavras desconexas, mas assustadoras!

Caminhar neste local era um tormento: eram muitas regiões de terra escura, meio pantanosa, com mais plantas no caminho do que se podia enxergar! Assim, num esforço sobre-humano, sabia que precisava caminhar e iniciei minha jornada.

Em um determinado local, observei um grande tronco de árvore que parecia partido ao meio com um baque estrondoso (possivelmente, de antes de minha vinda para cá); este tronco possuía a forma de um cálice rudimentar e, jurei poder ver líquido em seu interior! Tentei imaginar como teria ido parar lá; lembrei que em uma noite de tempestade, uma das mais violentas, caíram diversos raios em uma região; podia ser essa, pois estava com o chão totalmente queimado e, numa melhor observação, notei que haviam muitos cipós entrelaçados em um grande tronco que parecia majestoso; comparando-o com os demais, me dava a impressão que se tratava da árvore-líder; em toda a grande viagem, nunca presenciei uma árvore de tronco tão grosso e tão alta; ela se sobressaía em relação às demais, e com sua gigantesca sombra, dava a impressão de que poderia reinar sozinha naquele mar de escuridão!

Numa determinada hora, deu muita sede, e o líquido parecia muito chamativo! Ao tomá-lo, porém, senti um gosto muito amargo e comecei a me sentir muito leve, quase flutuante! Algum tempo depois, notei algumas coisas que pareciam não estar lá antes; algumas passavam bem perto, quase pareciam que iam tocar, outras pareciam passar tão longe que eram inatingíveis! Porém, nenhuma chegava a tocar, o cenário era tão estranhamente sinistro que fiquei com nostalgia da época onde a natureza era amiga do seres humanos e o ajudavam mas os seres humanos eram egoístas demais e só pensavam em como poderiam tirar beneficio do que a natureza tinha a oferecer, não importando o custo. Mesmo que tudo parecesse perdido ainda precisávamos entender como a natureza funcionava nesta época para ver como reverteríamos essa desgraça gerada pela humanidade…”

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